Revolução? De novo?
Já tinha lido sobre o assunto a um tempo atrás. Quando li, achei a coisa toda muito incipiente, high-tech demais para ser verdade. Agora parece que é pra valer. Uma nova tecnologia muito promissora, da empresa Lytro, tem o poder de revolucionar a fotografia. De novo! Se for realmente como fazem parecer nas simulações, será possível compor e registrar livremente uma imagem, e decidir onde focar depois. Pelo visto também será possível alterar a profundidade de campo, para mais ou para menos. Ainda não li tudo o que tem por aí sobre a novidade, mas se parar pra pensar, a tecnologia tem potencial para ser mais uma revolução depois da transição para o digital. Talvez ainda mais drástica dentro de algum tempo.
Imagine toda a pesquisa e desenvolvimento que foi necessária à indústria chegar no auto-foco de detecção de fase. Ou, por exemplo, para Nikon chegar nos 51 pontos de foco (e rastreamento) nas atuais D700, D3s e cia. Ou então, imagine o foco controlado pelo olho, sistema lançado pela Canon a alguns anos atrás.
Considere de outra forma, como o valor de mercado das câmeras e objetivas se divide em profissionais e amadoras. O preço, muitas vezes, é baseado na capacidade de adquirir o foco e rastrear objetos pelo enquadramento. Ah, também tem a questão dos pontos de foco em si, que é outro argumento de venda, muitas vezes. Na D90, 11 pontos de foco. D7000, 39 pontos. D3s, 51 pontos… Só pra citar algumas. Consegue imaginar quantas horas os engenheiros se dedicaram a estas soluções?
Agora imagine que tudo isso não é mais necessário. Se você não precisa focar antes, toda a tecnologia de auto-foco embarcada nas câmeras atuais poderia se tornar irrelevante.
Se isso vai mesmo pegar eu não sei. Não mesmo! Mas não pense que isso não pode acontecer. Quando saíram as primeiras digitais compactas, as câmeras sequer tinham 1 megapixel. Não tinham o formato raw. O ruído era muito maior que nas câmeras de hoje. Ainda assim, aos poucos foram conquistando espaço entre amadores. Já era bem melhor, não precisava mandar revelar, não é? Nem tanto tempo depois, começavam a surgir câmeras reflex profissionais muito competentes. Me lembro da primeira reportagem para a National Geographic toda feita em captura digital. Na época, foi usada uma Nikon D1x, de 5 MP (sim, apenas 5 megapixels). A honra coube ao talentoso Joe McNally.
A fotografia digital chegou comendo pelas beiradas, como quem não quer nada. (1) Primeiro, o que justificava o fato de ser digital em si, era simplesmente poder ver o que você fez na hora, não ter que mandar revelar. (2) Depois, na minha opinião, pelo menos, o balanço de branco. Já era possível ajustar na câmera o tipo de “filme” sem ter que, ou colocar um filtro na frente da objetiva, ou mesmo usar um filme especial para tungstênio. Com o formato raw, então, ficou uma maravilha! Fotografo à vontade e deixo o balanço de branco pra depois. (3) Depois veio a “mágica” do ISO alto. Finalmente era possível fotografar com baixíssima luz e sem tripé. Sem usar uma lente super clara (e cara!). (4) Tem também a questão da latitude de exposição, que vem melhorando muito. Fotografar em raw (e um pouco de boa vontade na pós-produção) permite fazer muita mágica com uma foto. Sem falar nas possibilidades que o HDR oferece. (5) A resolução. Quando estava na faculdade, parecia que o mercado não aceitaria nada com menos de 10 megapixels. Era um entrave para muitos. Acabou bem mais cedo do que isso, a meu ver. Já em 2003 (vide a matéria da NatGeo cidada acima).
(6) E essa agora?! Poder focar depois é uma coisa sem precedentes. Inimaginável, até. Chega a dar um nó na cabeça! Hein?! Como assim? Deixar o foco para depois? (Lembro que foi mais ou menos o tipo de reação que tive quando descobri que era possível mudar o balanço de branco depois de fazer a foto, usando raw). Mais uma vez, não sei se essa tecnologia da Lytro vai vingar. Acho que vai demorar bastante. Pelo que li, pode ser que seja um salto realmente grande e demande mais desenvolvimento. (Se é que entendi bem a coisa, a tecnologia requer uma resolução absurdamente grande para que se torne uma coisa prática). Aliás, acredito que muita gente na indústria fotográfica torça para que seja esse o caso!
A fotografia digital tem muito mais do que dez anos. Na prática, porém, as câmeras reflex digitais (DSLR) tem quase que apenas isso: dez anos. Se você considerar cada um daqueles fatores isoladamente (1, 2, 3, 4 e 5), talvez não fosse possível se livrar do filme tão cedo. E então, olhe quanta coisa mudou neste mercado em apenas uma década!
Filme… Parece um passado taaão distante agora…
Bumba meu boi!
Faz muito tempo que não ia numa festa junina. Esta de agora certamente é pra ficar na memória. Com direito a uma bela fogueira, forró e um curau delicioso! Foi no colégio Vera Cruz, aqui em São Paulo. O grande momento mesmo foi uma apresentação maravilhosa do Bumba meu boi. Muito bom!
Grande produção para a festa! Fico imaginando quanto tempo ficaram ensaiando… Só posso dizer que o esforço valeu a pena, porque estava realmente muito bonito.
Como não podia deixar de ser, uma bela fogueira para espantar o friozinho da noite.
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